O tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo), no Rio de Janeiro, e suspeito de ser o mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli, negou nesta terça-feira envolvimento no assassinato da magistrada. "Acredito na Justiça, sou inocente e tenho certeza de que isso vai ficar provado", disse, em depoimento na Divisão de Homicídios (DH). Ele ficará preso no presídio de Bangu 8, Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste.
Oliveira se defendeu das acusações e afirmou desconhecer o depoimento de um dos cabos presos acusados do crime que o apontou como mandante. O policial, que estaria sendo ameaçado de morte, participou de antecipação de prova, obtendo o direito à delação premiada, que pode acarretar em redução de pena. Além do tenente-coronel, outros cinco policiais militares do Grupo de Ações Táticas do Batalhão de São Gonçalo também tiveram a prisão decretada. Eles são acusados de forjar um auto de resistência durante uma operação policial em que o jovem Diego de Souza Beliene, 18 anos, foi morto no Complexo do Salgueiro, São Gonçalo, em junho. As prisões de três PMs envolvidos foram decretadas por Patrícia horas antes de ela ser executada.
"O comandante-geral da PM, Mario Sérgio, entrou em contato com o tenente-coronel e determinou que ele se apresentasse no Batalhão de Choque", disse o corregedor Ronaldo Menezes, durante entrevista coletiva nesta manhã. Mario Sérgio está internado após passar por cirurgia na segunda-feira. Cláudio Luiz foi exonerado do comando do 22º BPM (Maré) e se apresentou na carceragem do Batalhão de Choque no início desta madrugada. A prisão tem validade de 15 dias.
Cláudio de Oliveira foi transferido no fim de agosto para o comando do 22º BPM (Maré). Segundo a corporação, contudo, na época da tranferência o tenente-coronel ainda não estava entre os suspeitos de participar do crime. O subcomandante do 22º BPM assume a unidade interinamente.
Os outros cinco policiais detidos são Charles de Azevedo Tavares, Alex Ribeiro Pereira, Carlos Adílio Maciel Santos, Sammy dos Santos Quintanilha e Giovane Falcão Júnior. Ao todo, são 10 presos acusados de envolvimento no crime.
Juíza estava em "lista negra" de criminosos
A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada a tiros dentro de seu carro, por volta das 23h30 do dia 11 de agosto, na porta de sua residência em Piratininga, Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros. Foram disparados mais de 20 tiros de pistolas calibres 40 e 45, sendo oito diretamente no vidro do motorista.
A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada a tiros dentro de seu carro, por volta das 23h30 do dia 11 de agosto, na porta de sua residência em Piratininga, Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros. Foram disparados mais de 20 tiros de pistolas calibres 40 e 45, sendo oito diretamente no vidro do motorista.
Patrícia, 47 anos, foi a responsável pela prisão de quatro cabos da PM e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio de São Gonçalo. Ela estava em uma "lista negra" com 12 nomes possivelmente marcados para a morte, encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro de 2011 em Guarapari (ES) e considerado o chefe da quadrilha. Familiares relataram que Patrícia já havia sofrido ameaças e teve seu carro metralhado quando era defensora pública.
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